Quilombolas excluídos das universidades públicas
O Brasil continua falhando na equidade de acesso às universidades. Segundo a Gemaa (Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa), membro da UFRJ, das 106 universidades públicas espalhadas pelo país, apenas 20% oferecem cotas para ingresso de quilombolas. São no total 67 federais e 39 estaduais, mas somente oito estados oferecem vagas especiais.
No total, as universidades públicas comportam até 384 mil alunos, porém, apenas 2.035 vagas são entregues aos quilombolas, ou 0,52%, como aponta a pesquisa. Os estados que oferecem as cotas de vagas são: Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Pará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins.
Pela falta de uma política pública que obrigue as universidades a reservarem vagas às cotas, a maioria das instituições ignoram a necessidade de acesso dos povos quilombolas. As universidades que atendem as demandas, possuem o corpo diretivo mais progressista e flexível aos quilombolas, como exemplo da Bahia, que oferece mais vagas no país, um total de 599.
O estudo ainda ressalta a necessidade da distinção das vagas oferecidas aos diversos grupos, e que não é conveniente supor que os quilombolas estariam incluídos nas cotas raciais. A pesquisa defende que é necessário a adoção de conteúdos didáticos que fazem parte do modo de vida destas pessoas.
